Archive for Outubro, 2008

poquita fe 2008 | chile iii

Hoje comecei a responder alguns e-mails. Oscilo entre uma preguiça desgraçada e uma melancolia terrível ao ler minha caixa postal. Raramente leio todos de uma vez.

Bem, hoje respondi aos poemas maravilhosos da Valeria (enviarei para o Daud os traduzir, não consegui direito, são muito profundos, exigem), desayuno con miel y frutas dulces. E ao Wladimir, con un hermoso mail desde Guaiaquil, con botellas futuras de cerveza compartida em territórios desplazados que son las nets. Troquei links de blogue com a Nurit, essa menina de olhos cheios de perguntas e histórias.  E falando no Daud, preciso pedir para ele uma foto de perfil, como essa abaixo, para comprovar ao Gérman que é verdade que eles se parecem incrivelmente.

Acho que o iii é o fim da série. De uma série em que uma cobra morde o próprio rabo e logo temos o infinito.

Hoje traduzi finalmente o poema-delírio-manifesto-ensaio do Pablo Paredes Muñoz e postei no Portal Literal. Tem muitos links, umas 2 horas de surfe de ondas do pacífico na net. Aproveita , pois há muito que não faz sol lá fora:

PARA NO MORIRSE DE FRÍO
Acercamiento a la Poesía Chilena reciente
.

Vos también sos reina? Me pergunta uma poeta argentina com um olho em mim e o outro no amigo mais lindo do mundo que tenho e que se irá. A resposta é simples e perturbadora. Não se dá conta essa menininha do dano que faz com a pergunta, não se dá conta da zona erógena devastada que toca. Estes anos não foram fáceis, simplesmente foram felizes como aniversários raivosos que celebram os meninos pobres uma vez que os pais se embebedaram em outros cômodos. Escrever no 2000 foi uma provocação, nessa década somente restava dançar…

* * *

e queria agradecer às duas criatura da foto  abaixo pelas coisinhas (tão imensas) que fizeram aqui dentro.

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23, Outubro, 2008 at 5:04 pm 1 comentário

poquita fe 2008 | chile ii

Albergues são sempre lugares do inacreditável. Impossível imaginar assim o do Poquita Fe , pois com tal reunião de poetas poderiam ser sugeridos os atos mais feiticeiros, como a peculiaridade de, no banheiro feminino, a torneira da pia abrir o chuveiro. Nesta atmosfera com efeitos oníricos reais, você poderia acordar com a menina-Jessica, que escreve a moda dos seriais killers, perguntando as horas; o Christian no seu eterno matinal sofá vermelho com português de charmoso acento portenho ou mesmo vendo o Reynaldo Jimenez gravando com suas mil tonalidades possíveis da fala poemas aos queridos que filmaram todo o evento (ver os vídeo aqui).
Parti mentalmente dessa recepção de albergue, estampada com antipoemas do Parra para falar desses dois. Nem sei se estavam no mesmo quarto. O que passa é que tenho algumas fotos de um episódio deles juntos, logo juntei o senso de humor e a inclinação por escrever ensaios que compartilham. Bem, então algumas linhas abaixo do genial mexicano Luis Felipe Fabre (Pesquisa de Mercado e Imagem da Desconhecida) e o carioquíssimo Ericson Pires (conversa com iara).

.

Pesquisa de Mercado

Uma moeda, pelo amor de Deus, uma moeda,
que o dinheiro é o tema do mendigo
e o mendigo
é o tema desta pesquisa: e se o mendigo tivesse dinheiro
falaria de assuntos menos mundanos? Mas
eis aqui
um tilintar de moedas no interior
de uma lata
de sardinhas sem sardinhas. E as sardinhas?
Baratas e nutritivas: ricas em ferro,
vitamina A e fósforo.
Un excelente paladar diria que a sadinha tem um ligeiro toque de:
a) Metal sovado. b) Dinheiro rançoso.
c) Café de manhã de mendigo.
Um mendigo é basicamente um cofrinho?


Investigación de mercado

Una moneda, por el amor de Dios, una moneda,
que el dinero es el tema del mendigo
y el mendigo
es el tema de esta investigación: ¿si el mendigo tuviese dinero
hablaría de asuntos menos mundanos? Pero
he aquí
un tintinear de monedas en el interior
de una lata
de sardinas sin sardinas. ¿Y las sardinas?
Baratas y nutritivas: ricas en hierro,
vitamina A y fósforo.
Un paladar exquisito diría que la sardina tiene un ligero dejo a:
a) Metal sobado. b) Dinero rancio.
c) Desayuno de mendigos.
¿Un mendigo es básicamente una alcancía?

Retirado de La Jornada Semanal, 24.01.05

(não consegui formatar! desculpa)

Imagem da Desconhecida
(A partir de um poema de Juan Carlos Bautista)

Um sapato vermelho de salto alto
que é, em si mesmo,
um fantasma de seu par ausente.

Um sapato perdido na metade da noite
perdido, entre um passo
e outro, na metade da rua.

Um sapato do qual se pode deduzir uma mulher
subitamente pega
e possivelmente trágica

Mais que um sapato: uma pista para resolver um crime.

Um sapato que é uma pergunta
cuja resposta é outro sapato.

Imagen de la Desconocida
(A partir de un poema de Juan Carlos Bautista)

Un zapato rojo de tacón alto
que es, en sí mismo,
el fantasma de su par ausente.

Un zapato perdido a mitad de la noche,
perdido, entre un paso
y otro, a mitad de la calle.

Un zapato del que se puede deducir una mujer
súbitamente coja
y posiblemente trágica.

Más que un zapato: una pista para resolver un crimen.

Un zapato que es una pregunta
cuya respuesta es otro zapato.

retirado daqui

conversa com Iara

me preparo para mergulhar
as coisas nunca foram simples
todo amor é necessário
inevitável: vitórias régias

me lanço no tempo
simplesmente sacar a arma
todos lançados (dados) na mesma
necessário tecer: vitórias régias

– destemido é viver no olho do furacão: Quantas vitórias régias cobrem um lago ? Quantas flores nascem no lago? Quem mora na vitória? Onde está a rainha? Estou nu –

mergulho nesse pântano
é quase sempre luz
tenho algumas memórias
beijo sempre : vitórias régias

– viajar parado: sobre a superfície do lago se encontra a rainha plainando com os lábios abertos os braços abertos os olhos abertos tudo no mundo cabe num botão flor voraz destemido é beijar a vitória deslizo e mergulho e deslizo e mergulho e deslizo e mergulho superfícies não terminam meu nome é novamente sim –

me preparo

estou nu

retirado da Confraria

21, Outubro, 2008 at 12:08 pm Deixe um comentário

Mostra SESC e Táticas de Guerrilha Urbana

[HOY: ver a Maroca na Leitura do SIM Poesia na Casa das Rosas, 19h. Afinal, foi Ela que me fez gostar de Ella!].

A Mostra do SESC está arrasa-quarteirão! Não pude ir ao happy hour ontem por motivos ornitorrínquicos de peluches, mas queria só mandar constar que estou bem feliz em contribuir com toda essa performidade.

Participei em 3 frentes:

Poema Passageiro: Hoje estará no ar, em todas as TVs de Ônibus e Metrôs da cidade (queira vc carregar na catraca ou não), um vídeo de 40s,  o tempo de um comercial, do El Libro de Alan. O bravo desbravador de madrugadas, señor Daud, e yo fizemos a edição da forma mais didática e clara possível, dentro das mil limitações de edições caseira y mil vontades dos corações com patas.

DESAFIO: Se você, por acaso, vir o vídeo e puder documentar a cena dentro do transporte coletivo – tirando fotos, vídeos, algo assim, ganha um exemplar de Acordados! Assista: http://tinyurl.com/6pu9tz

Literatura Celular: Com a curadoria do impagável Marcelino Freire, até amanhã, serão enviados 30 microcontos de diversos autores via SMS para telefones celulares Vivo. Recebo vários e me divirto. Esse projeto deveria continuar. De minha parte, o duro foi falar de mulher e peixes em 120 caracteres, ufa!. O “amélia” vai ao final para vc ler..

Poesia em Concreto no Sesc Interlagos: E num paredão de concreto no Sesc Interlagos foi colocado o poema abaixo. Outro dia um poeta me contou que, a princípio, quando ouvia falar em “concretismo”, imaginava uma poesia de tocar e não no papel. De pequena eu tinha a mesma sensação. Bem, agora pode, velhinho! Domingo irei para Interlagos fazer fotos. O poema segue abaixo..

Queria muito agradecer o Daniel Hanai e o Ricardo Silveira pelas gentilezas, vontade, organização e espaço – guerrilheiros nessa selva de pedra de símbolos.

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amélia

jantar mudo de chamadas perdidas
: eu, mulher-de-verdade, destupro meu destino na entranha do peixe.
me calo.


menino de olhos tristes

o menino de olhos tristes tem mariposas
e borboletas na pança
por isso tem as idéias avoadas

o menino de olhos tristes divide
seu abacate e seus poemas com os passarinhos
que pirimpiam no café da manhã

sinto pirilampos frios na barriga
quando escuto as histórias do menino
por essas paredes duras

mas quando ele ri
: só com os olhos )

as luzes que vagalumeiam n a m i n hpaaança
as luzes que vagalumeiam a m i n h a paaança
crrrescem crrrees c até envolverr t o dooo concreto e os c orações
rrescem crrrees c e m até envolet o d o s oconcretos e os c o r a ç õ e s

com um abraço de p e l ú c i a me l e c a d a e m l u z.

17, Outubro, 2008 at 10:56 am 1 comentário

poquita fe 2008 | chile i

[EXTRA! EXTRA! hoje será lançada a Ordem Secreta dos Ornitorrincos, pela Editora Amauta! No b_arco, umas 20h. A autora é uma das mais criativasprodutivascompartilhativas do planeta, a Maria Alzira Brum + aqui]

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Difícil começar a contar como foi no Chile. Lá para o Poquita Fé 2008, 3ª edição.

Primeiro, porque é incrível a presença da poesia neste país. Não irei citar o Jodorowsky, pq isso foi feito com mais propriedade algures. Não se trata de um modelo de financiamento estatal para a produção poética, como no México, e sim algo incrivelmente mais delirante, com raízes por baixo de tudo, contaminado pela lógica poética, encadeiado pelas cordilheiras que realmente se avista da cidade, um aperto no peito constante. E o Rio Mapocho, como uma tristeza caudalosa, a barulhar caichoerento cruzando a cidade.

A começar pela propaganda – que considerei um sintoma. O Banco escolheu a garota-propaganda poeta-nobel Gabriela Mistral. E em destaque! No metrô, vários painéis engraçadíssimos. O Hotel caro chama-se “Hotel Kapital” e o bordel “Bordel“, claro! Nada mais parriano! Ou a influência dramática da dor zuritiana do “Estudo medicina: … mas esta é a ferida do Chile que quero curar“. Fotos:

Para falar da poesia em si, gostaria de iniciar a série da semana pela oficina Moda y Pueblo, que conheci por intermédio de seu coordenador, Diego Ramírez, uma criatura espantosamente linda. Os encontros ocorrem na Carnicería Punk – transformaram um antigo açougue de bairro em lugar de criação, de compartilhamento, ternura. Do Diego, ainda quero traduzir poemas. Sua leitura foi uma das mais incríveis no festival. Como se fosse possível escolher uma, de tantas fantásticas. Sério. Aprendi muitíssimo lá. HH, obrigada por tudo.

Os oficineiros imprimiram a antologia Frágil. Mas, para que cada individualidade tenha sua energia garantida, cada um produziu caixinhas personalizadas para conter a antologia com objetos dentro, “mi pequeña industria cultural“. E das 280 caixinhas, de sua ternura e convivência tiram enfim isso que se chama poema.

E esse pequeno vídeo que fiz toscamente com minha máquina fotográfica 5.1 é uma forma de agradecimento. Com todo carinho que se deve. Não há saudades, porque o poema está aqui dentro: http://tinyurl.com/4f6c79

Fotos: Diego mostra Brian + oficineiros e seus convidados internacionais, hehe.

16, Outubro, 2008 at 10:56 am Deixe um comentário

¡pregunta!

Mudei a edição da página wiki para edição pública sem ter que se cadastrar. Assim fica mais fácil postar/alterar. Mantive a questão

COMO DESCREVER A POESIA BR NOVA EM BULLET POINTS?

16, Outubro, 2008 at 10:22 am Deixe um comentário

DE VUELTA! (vc nem sabia que eu tinha ido?)

Estou com uma grande dificuldade em postar. Tudo porque ando com a incrível sensação que não tem ninguém aí, sabe? Mas como a Maiara linda me mandou beijos, me animei. Arre, que criatura que sou. E o Thiago Dória comentou do Pirata (excelente o blogue dele!). E o Paulo Coelho falou que apóia o piratizeyourself na abertura da Feira de Frankfurt. De melhor ânimo, decidi prosseguir.

* * *

Desde o começo

: ainda aqui em Sampa, onde decidi fazer as malas. Parti de uma segunda-feira chuvosa, dia 6, da SAPO – Semana de Artes da Poli (USP). Sim, fui lá falar aos politécnicos, público interessado e perguntadeiro, sobre “Literatura na Era Digital – 2.0_ _ O Dia em que o Poema não caberá mais no Papel“. Seja você um migrante ou nativo da web, não é possível mais pensar em páginas amarelas, se você tem google. E o messenger já é um menino que cursa a 7ª série. Twitter-o-quê? E a literatura? Digamos que manter um blogue não seja exatamente o mais nuevo que se possa imaginar…

Com idéias conturbadas na cabeça, preparei um powerpoint sobre o tema, hehe, nada mais powerpointeresco que uma palestra sobre algo digital na POLI. Lembrando meus pitorescos tempos de advogada de direitos autorais, (saudades do Caio e do Gui!) comentei algo a respeito do modelo dos Softwares Livres e da dita 2.zerorização, quem sabe ainda o que é isso. Da importância da inteligência coletiva e desse lance do beta perpétuo, parte-se da premissa que é sempre possível melhorar a criação – cada autor que acrescenta algo no programa quer assim participar do “projeto” e isso nunca tem um fim, há versões novas, criações paralelas, in progress.

Tentativa de colocar modelos de criação semelhantes ao do softwares livres em pontos de bala:

  • Inteligência Coletiva
  • Sempre em Processo (‘beta perpétuo’)
  • Comunidades
  • Cada um cria sua própria forma de organização

Agora vejam o esquema literário padrão. Um modelo clássico de único autor, o livro é a consolidação máxima do objeto pronto, em que se apagam todas as marcas dos processos (ou não, vide os piolhos de correções, hehe), rígido. Sua distribuição depende do parque gráfico, livrarias, com a interação só ocorrida em cantos de comentários de blogues, ai, internet de novo, ou entre autógrafos e mesas de bar incertas. Algo bem difícil de ser crível às vezes. O que acha?

Agora nova tentativa de colocar o esquema literário em pontos de bala:

  • Modelo de único autor
  • Publicação estática e rígida
  • Interação em menor grau
  • Distribuição depende do parque gráfico

E después citei os meus projetinhos:

(a) Alerta de Vírus: soltei um spam com assunto “ALERTA DE VÍRUS: os invisíveis mandam dizer“. Continha apenas poemas “invisíveis”, dado que a maioria das letras pintada de branco desaparecem no fundo igualmente branco da tela. Assim, o leitor só conseguirá ler o texto explorando os poemas, selecionando-os com o mouse. No corpo do e-mail, constava a frase: “Essa obra é extremamente frágil. Sua sobrevivência depende de teu desejo em repassá-la para outros, pois a autora não disponibilizou o arquivo em nenhum lugar para download. Agora é com você“. Com esses dizeres, coloca-se nos ombros do leitor-destinatário toda a responsabilidade pela existência do poema. E inicia-se a distribuição por afetos: logo os leitores empolgados com a idéia, repassam o e-mail a amigos, sendo co-autores da ação. Algo assim.

(b) o Pirata de Aquário: este blogue! Que abri uma plataforma wiki para que qualquer internatura possa editar partes das postagens. Afinal, nada mais pessoal que um blogue – subvertamos isso, jeje.

(c) o El Libro de Alan: para o dia dos namorados, com ajuda inestimável dos amorecos Kqi e Daud, colamos na cidade o dizer “Aqui habla un poema de Alan” e também trechos de poemas dele. Num blogue, foi possível acompanhar o que acontecia com as colagens todas durante 15 dias. Ao final, fizemos um vídeo. Tudo com direitos livres, claro, como assim mandava a trilha do Nine Inch Nails.

Para as colagens, foram escolhidos 4 locais (Praça da Sé, Av. Paulista, cruzamento da Av. Brasil com R. Guatelama e Av. General Olímpio com R. Olímpia) – 4 estrelas que formam uma cruz, um cruzeiro do sul, para que as galáxias saiam do papel e possam estender-se pelas ruas, infiltrando poemas escondidos pelas calçadas.

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Sobre a SAPO em si, fui suuper bem tratada, com lanches, bolo, suco, café, incrível a recepção. E exibimos o vídeo do El Libro de Alan, aplaudido ao final. Foi muito bom ouvir as reações e os comentários. Gracias, Daud! Mais que perceber a internet com o um brave new world, coisa já demodê, é entender que o que faz uma obra de arte é modificar corações. E para isso, precisamos de pessoas de carne e osso escutando, discutindo, importando-se. João, muito obrigada pelo convite. E Mari, vamos planejar muita coisa juntas. (fotos: mesa cheia de guloseimas para o palestrante artista e o daud tentando pegar o sapo)

Fica por aqui, sim? Tem dias que é difícil sobreviver ao nosso próprio lugar. Amanhã falo do Chile. Se quiser se preparar, assita: LA CARNICERÍA PUNK – Oficina Moda y Pueblo.

15, Outubro, 2008 at 5:22 pm 2 comentários

“A Nueva Poesía Brasileira”? E vc com isso?

Imagem: Edificio de Asuntos Estudiantiles y Administrativos, Universidad Diego Portales

No dia 10 de outubro participarei de diálogo crítico sobre esse tema no Poquita Fe – III Encuentro de Poesía Latinoamericana Actual. A mesa acontecerá na Universidad Diego Portales, serei acompanhada pelo  poeta uruguaio Manuel Barrios e pelo poeta chileno e organizador do festival, Héctor Hernandez Montecinos, os quais terão a mesma tarefa sobre seus próprios países.

Bem, pensei que seria legal trazer colaborações coletivas.

Assim, abri uma wiki para que vc possa escrever diretamente o que pensa sobre o tema. Em edição pública até dia 9.10, quinta, 20h.

Edite aqui: http://tinyurl.com/4rt7nv

Pode ser?

7, Outubro, 2008 at 1:16 pm 2 comentários

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