¡pregunta!

Mudei a edição da página wiki para edição pública sem ter que se cadastrar. Assim fica mais fácil postar/alterar. Mantive a questão

COMO DESCREVER A POESIA BR NOVA EM BULLET POINTS?

16, Outubro, 2008 at 10:22 am Deixe um comentário

DE VUELTA! (vc nem sabia que eu tinha ido?)

Estou com uma grande dificuldade em postar. Tudo porque ando com a incrível sensação que não tem ninguém aí, sabe? Mas como a Maiara linda me mandou beijos, me animei. Arre, que criatura que sou. E o Thiago Dória comentou do Pirata (excelente o blogue dele!). E o Paulo Coelho falou que apóia o piratizeyourself na abertura da Feira de Frankfurt. De melhor ânimo, decidi prosseguir.

* * *

Desde o começo

: ainda aqui em Sampa, onde decidi fazer as malas. Parti de uma segunda-feira chuvosa, dia 6, da SAPO – Semana de Artes da Poli (USP). Sim, fui lá falar aos politécnicos, público interessado e perguntadeiro, sobre “Literatura na Era Digital – 2.0_ _ O Dia em que o Poema não caberá mais no Papel“. Seja você um migrante ou nativo da web, não é possível mais pensar em páginas amarelas, se você tem google. E o messenger já é um menino que cursa a 7ª série. Twitter-o-quê? E a literatura? Digamos que manter um blogue não seja exatamente o mais nuevo que se possa imaginar…

Com idéias conturbadas na cabeça, preparei um powerpoint sobre o tema, hehe, nada mais powerpointeresco que uma palestra sobre algo digital na POLI. Lembrando meus pitorescos tempos de advogada de direitos autorais, (saudades do Caio e do Gui!) comentei algo a respeito do modelo dos Softwares Livres e da dita 2.zerorização, quem sabe ainda o que é isso. Da importância da inteligência coletiva e desse lance do beta perpétuo, parte-se da premissa que é sempre possível melhorar a criação – cada autor que acrescenta algo no programa quer assim participar do “projeto” e isso nunca tem um fim, há versões novas, criações paralelas, in progress.

Tentativa de colocar modelos de criação semelhantes ao do softwares livres em pontos de bala:

  • Inteligência Coletiva
  • Sempre em Processo (‘beta perpétuo’)
  • Comunidades
  • Cada um cria sua própria forma de organização

Agora vejam o esquema literário padrão. Um modelo clássico de único autor, o livro é a consolidação máxima do objeto pronto, em que se apagam todas as marcas dos processos (ou não, vide os piolhos de correções, hehe), rígido. Sua distribuição depende do parque gráfico, livrarias, com a interação só ocorrida em cantos de comentários de blogues, ai, internet de novo, ou entre autógrafos e mesas de bar incertas. Algo bem difícil de ser crível às vezes. O que acha?

Agora nova tentativa de colocar o esquema literário em pontos de bala:

  • Modelo de único autor
  • Publicação estática e rígida
  • Interação em menor grau
  • Distribuição depende do parque gráfico

E después citei os meus projetinhos:

(a) Alerta de Vírus: soltei um spam com assunto “ALERTA DE VÍRUS: os invisíveis mandam dizer“. Continha apenas poemas “invisíveis”, dado que a maioria das letras pintada de branco desaparecem no fundo igualmente branco da tela. Assim, o leitor só conseguirá ler o texto explorando os poemas, selecionando-os com o mouse. No corpo do e-mail, constava a frase: “Essa obra é extremamente frágil. Sua sobrevivência depende de teu desejo em repassá-la para outros, pois a autora não disponibilizou o arquivo em nenhum lugar para download. Agora é com você“. Com esses dizeres, coloca-se nos ombros do leitor-destinatário toda a responsabilidade pela existência do poema. E inicia-se a distribuição por afetos: logo os leitores empolgados com a idéia, repassam o e-mail a amigos, sendo co-autores da ação. Algo assim.

(b) o Pirata de Aquário: este blogue! Que abri uma plataforma wiki para que qualquer internatura possa editar partes das postagens. Afinal, nada mais pessoal que um blogue – subvertamos isso, jeje.

(c) o El Libro de Alan: para o dia dos namorados, com ajuda inestimável dos amorecos Kqi e Daud, colamos na cidade o dizer “Aqui habla un poema de Alan” e também trechos de poemas dele. Num blogue, foi possível acompanhar o que acontecia com as colagens todas durante 15 dias. Ao final, fizemos um vídeo. Tudo com direitos livres, claro, como assim mandava a trilha do Nine Inch Nails.

Para as colagens, foram escolhidos 4 locais (Praça da Sé, Av. Paulista, cruzamento da Av. Brasil com R. Guatelama e Av. General Olímpio com R. Olímpia) – 4 estrelas que formam uma cruz, um cruzeiro do sul, para que as galáxias saiam do papel e possam estender-se pelas ruas, infiltrando poemas escondidos pelas calçadas.

.

Sobre a SAPO em si, fui suuper bem tratada, com lanches, bolo, suco, café, incrível a recepção. E exibimos o vídeo do El Libro de Alan, aplaudido ao final. Foi muito bom ouvir as reações e os comentários. Gracias, Daud! Mais que perceber a internet com o um brave new world, coisa já demodê, é entender que o que faz uma obra de arte é modificar corações. E para isso, precisamos de pessoas de carne e osso escutando, discutindo, importando-se. João, muito obrigada pelo convite. E Mari, vamos planejar muita coisa juntas. (fotos: mesa cheia de guloseimas para o palestrante artista e o daud tentando pegar o sapo)

Fica por aqui, sim? Tem dias que é difícil sobreviver ao nosso próprio lugar. Amanhã falo do Chile. Se quiser se preparar, assita: LA CARNICERÍA PUNK – Oficina Moda y Pueblo.

15, Outubro, 2008 at 5:22 pm 2 comentários

“A Nueva Poesía Brasileira”? E vc com isso?

Imagem: Edificio de Asuntos Estudiantiles y Administrativos, Universidad Diego Portales

No dia 10 de outubro participarei de diálogo crítico sobre esse tema no Poquita Fe – III Encuentro de Poesía Latinoamericana Actual. A mesa acontecerá na Universidad Diego Portales, serei acompanhada pelo  poeta uruguaio Manuel Barrios e pelo poeta chileno e organizador do festival, Héctor Hernandez Montecinos, os quais terão a mesma tarefa sobre seus próprios países.

Bem, pensei que seria legal trazer colaborações coletivas.

Assim, abri uma wiki para que vc possa escrever diretamente o que pensa sobre o tema. Em edição pública até dia 9.10, quinta, 20h.

Edite aqui: http://tinyurl.com/4rt7nv

Pode ser?

7, Outubro, 2008 at 1:16 pm 2 comentários

A força da Pequenininha Fé & os Guerrilheiros de La Ternura

O Poquita Fe, III Encontro de Poesia Latino-americana Atual em Santiago do Chile, começa na semana que vem. Um Chile de cartaz já em chamas. Lá, assim como aqui, acho que nunca houve bombeiros, e o cartaz ficou então como um fantasma do fahrenheit 451 ao inverso: “A idéia da colina em chamas concentra o clima de guerra que o Chile viveu nos últimos 30 anos. Essa virgem protetora que anunciava uma cidade bonita se torna quase um símbolo apocalíptico“, diz Pablo Paredes, poeta chileno e organizador. Que o facebook teima em dizer minha identidade a partir do teste que-poeta-chileno-éres.

E dessas coisas que se lê no facebook mesmo que tirei o mote dos ‘guerrilheiros da ternura’ para falar desses caras: a organização do evento, dos poetas Héctor Hernández Montecinos, Pablo Paredes, Carola Zuleta e Rodrigo Gómez [leia matéria do La Nación], conseguiu patrocínio e custearão tanto passagens aéreas, quanto hospedagem, algo incrível. Ao todo, são mais de 30 poetas de diversas idades e trajetórias, com a certeza absoluta da declaração do Zurita: “Se trata sin duda, del festival latinoamericano de poesía más importante de la última década“.

Outro trechinho bonito de imprensa:

“Em um momento de completa distancias entre escritores, devido a causas econômicas, políticas e culturais, é necessário um momento de discussão, crítica e encontro, no qual se revise os discursos sobre as condições e possibilidades de um poeta na América Latina e seus cruzamentos com o neoliberalismo dos discursos, a globalização dos corpos e a virtualidade dos territórios” (extraído de www.lun.com)

O plano é rever queridos, conhecer outros e ouvir muito. Tenho 2 leituras + um “diálogo crítico: sobre nueva poesía brasileña”, tentarei caprichar. Tentarei acessar a net para te contar, acho que é o mais importante que eu possa fazer por lá – mostrar trabalho e tal é interessante, mas tem tanta gente lendo e acontecendo que o ideal é trazer mesmo histórias para piratear. Vou com máquinas & caderninho, hehe.

Maiara querida, como no ano passado: te trago alguma coisa de aniversário lá de Santiago, sim?

. . .

Para a edição pública do final de semana: sei que vc sempre quis fazer isso. Mandei lá o trecho antológico sobre a Capitu, que é mulher da vez. Pode jogar pedra na Geni! Ou não, claro.

3, Outubro, 2008 at 12:37 pm 2 comentários

Otro tiempo principia en Xibalbá*


1.
El cielo abría y cerraba las mentes, eran espantosas y grises como los candados: el viento rompía los cerros, despedazaba las casas y la pureza de los niños, el viento se llevó familias completas y mujeres tragándose láminas de zinc, como si se hicieran la barba por dentro, el miedo vivía debajo de las camas y llenaba de tierra el aire, hasta que el cielo llegó a parecer un mar lleno de muertos, se revolcaban entre los platos, quebrados, repartidos entre huesos de miles de animales desconocidos; el viento también quemaba la ropa de la gente y con esa luz se perfilaron los nuevos modelitos, mordían sus carnes acariciándose sus ásperas lenguas en sudores, sin filo pero con una fuerza más allá de cualquier corazón guerrero, en el mero fondo de la vida, justo al lado de los cielos desaparecidos.

0.

Encogida,avergonzada, la gente grande escondía a los fetos expulsados, por el miedo a quedarse solos…algunos mejor se dejaban caer al suelo. Mirados desde arriba parecieran todavía más pequeños…

2.
(Juan)_ ¡Pero tratar de violar a la madre de Dios! Claro que ese hombre era un loco.
(Concha)_ Tú no entiendes. Como no quieres bajar de tu altar, como no te relacionas con nadie, no ves lo que hay en el corazón de los hombres de este pueblo. Allí no hay amor de hijos sino deseo, puras ganas de encaramarse, de hacerle el daño…
(Juan)_ ¿A la madre de Dios, a nuestra madre santísima? ¡Cállate, boca macumbera!
(Concha)_ Es que ella no es nuestra madre. Ella es una mujer blanca pero elevada sobre nosotros, una blanca pobre pero elevada sobre nosotros. Esos idiotas vienen de su Gran Ciudad y entran a la iglesia, se fingen indiferentes. Claro, no es la Virgen de su Catedral, no es ni siquiera una putita de sus cantinas. ..¿Sabes una cosa? Yo ya me di cuenta: en la ciudad los hombres pobres buscan en las mujeres blancas la cara de la Virgen y aquí buscan en la Virgen la cara de las blancas.

* fragmentos de “El tiempo principia en Xibalbá”, romance de Luis de Lión, editado via plataforma wiki, hoje com certa dificuldade técnica, www.piratadeaquario.wikispaces.com por hiok, paulom, alan1000s.

3, Outubro, 2008 at 11:34 am Deixe um comentário

portal literal 2.0

com a interface semelhante ao overmundo, o Portal Literal lança um novo projeto de site.

achei bem legal. postei uma contribuição sobre o Pirata. ela já sumiu agora da fila da edição, creio que entrará em votação.

sobre edições, o fragmento ‘del tiempo que começa em Xibalbá‘ está cada vez mais incrível: para editar também ou só ler, clique aqui.

2, Outubro, 2008 at 11:04 am Deixe um comentário

anômalos

* Para a edição pública, deixei dois trechos do El tiempo principia en Xibalbá e o seu significado na Wikipédia. Edite agora aqui!

___________________________________

Notícia. Na quinta-feira agora, dia 25.09, será o último dia do curso Anomalias que o Alan e eu ministramos na Biblioteca Alceu Amoroso Lima, das 20h às 22h, gratuito. Quem sabe vc não pode comparecer?

Neste último encontro, discutiremos as obras do chileno Pedro Lemebel e do guatemalteco Luis de Lión. E também o trabalho das brasileiras Alessandra Cestac e Néle Azevedo e também da guatemalteca Regina Galindo.

Para empolgar, aí vão 2 amostras grátis. Te espero?

Versos iniciais do Manifiesto (Hablo por mi diferencia), Pedro Lemebel

“No soy Pasolini pidiendo explicaciones
No soy Ginsberg expulsado de Cuba

No soy un marica disfrazado de poeta
No necesito disfraz
Aquí está mi cara

Hablo por mi diferencia
Defiendo lo que soy
Y no soy tan raro

Me apesta la injusticia
Y sospecho de esta cueca democrática
Pero no me hable del proletariado
Porque ser pobre y maricón es peor
Hay que ser ácido para soportarlo”

.
2 Fragmentos de El tiempo principia en Xibalbá, Luis de Lión

1.

El viento abría y cerraba las puertas, eran por gusto las trancas, las llaves, los candados; el viento rompía los cercos, despedazaba los techos de paja, se llevaba las hojas de lámina, quebraba las tejas, se metía debajo de las camas, llenaba de tierra todo, se revolcaba entre las ollas, las quebraba, mataba a las gallinas, rasaba la ropa de la gente, mordía la carne y sobaba su lengua áspera y roma hasta más allá del corazón, en el mero fondo de la vida. Acurrucada, amontonada, la gente grande escondía a los patojos…algunos mejor se dejaban caer al suelo para no ser abatidos…

2.

(Juan)_ ¡Pero tratar de violar a la madre de Dios! Claro que era loco.

(Concha)_ Vos no entendés. Como no bajas de tu altar, como no te relacionas con nadie, no ves lo que hay en el corazón de los hombres de este pueblo. Allí no hay amor de hijos sino deseo, purititas ganas de cogerla.

(Juan)_ ¿A la madre de Dios, a nuestra madre santísima? Persináte la boca.

(Concha)_ Es que ella no es nuestra madre. Ella es una mujer ladina cualquiera; pero puesta aquí para darnos carita, una ladina de pueblo, qué se entiende. La prueba está en que vienen de la ciudá y entran a la iglesia y la ven como si nada. Claro, no es la Virgen de su Catedral, no es siquiera una putita de sus cantinas. ..¿Sabés una cosa? Yo me he fijado en eso: en la ciudá los hombres de aquí buscan en las ladinas la cara de la Virgen, aquí buscan en la Virgen la cara de las ladinas.

.

From Wikipedia: In Maya mythology Xibalba (IPA: /ʃɨbɒlbə/), roughly translated as “Place of fear”,[1] is the name of the underworld, ruled by Mayan spirits of disease and death. (…) Xibalba is described in the Popol Vuh as a court below the surface of the Earth. It is unclear if the inhabitants of Xibalba are the souls of the deceased or a separate race of beings worshipping death, but they are often depicted as being human-like in form.

[fontes das fotos: Pedro Lemebel e Luis de Lión + fotos dele no flickr da Renata Ávila]

24, Setembro, 2008 at 9:52 am Deixe um comentário

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